Ricardo Kotscho nasceu em São Paulo, a 16 de março de 1948. É jornalista.
Iniciou a carreira de jornalista aos 15 anos, quando participou do jornal "Verbômidas", do Colégio Santa Cruz. Três anos depois, assumiu seu primeiro emprego de importância, ao ser contratado como repórter, chefe de reportagem e editor do jornal "O Estado de São Paulo". Depois, passou pelas redações da Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, Revista Isto É, Revista Época, Tv Globo, CNT, SBT e Rede Bandeirantes. Foi ainda correspondente na Europa.
Recebeu por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo — o mais importante da categoria, no Brasil — e é autor, entre outros livros, de A prática da reportagem (Ática), Serra Pelada: uma ferida aberta na selva (Brasiliense) , Explode um novo Brasil — Diário da campanha das Diretas (Brasiliense)e "Do golpe ao Planalto: uma vida de repórter" (Companhia das Letras).
Durante o regime militar (1964-1985), coordenou a série de reportagem "Mordomias", sobre gastos, compras e hábitos de políticos do país. A série teve de esperar para ser publicada, pelo resultado "explosivo" para a época.
Ameaçado e pressionado pelos resultados das reportagens, Kotscho viu-se impelido a virar correspondente na Alemanha, entre 1977 e 1978. Retornou um ano depois para trabalhar na revista "Isto É".
Durante o governo Figueiredo, no início da década de 1980, quando era correspondente do Jornal do Brasil na Alemanha Ocidental, foi condenado pelo II Tribunal de Alçada do Rio de Janeiro a um ano e quatro meses de prisão, com sursis, por ter publicado uma entrevista onde um juiz é apontado como amigo influente do pai de um traficante de drogas. Kotscho comprovou que a citação era baseada em declaração original do entrevistado ao jornal suíço Neue Zuricher Zeitung, sendo ainda assim condenado, em ação proposta por aquele magistrado.
Esteve à frente da Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República do governo Lula de 2003 a 2004. Assumiu a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência a partir de 1º de janeiro de 2003, é amigo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de longa data -conheceram-se durante o movimento Diretas-Já, em 1984. Kotscho trabalhava como repórter na Folha de S.Paulo e cobria o movimento pelas Diretas-Já. A cobertura é classificada por ele como das mais importantes em sua carreira, comparada apenas à "experiência fantástica" vivida em 1989, quando foi assessor de Lula na campanha presidencial.
Kotscho participou também da "Caravana da Cidadania", realizada por Lula em 1993, como forma de preparação para as eleições de 1994.
Trabalhou como diretor de jornalismo do Canal 21, da TV Bandeirantes e da CNT/Gazeta, além do SBT Repórter.
Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU.
Tem 19 livros publicados, entre eles, "Serra Pelada -Uma Ferida Aberta na Selva" (1984), uma reunião de reportagens suas feitas para a Folha sobre o garimpo na região do Pará, "Caravana da Cidadania: Diário de Viagem ao Brasil Esquecido", sobre as viagens de Lula pelo Brasil, "Coitadinhos e Malandrões", livro com 50 crônicas publicadas na imprensa entre 1997 e 1999, e “Do Golpe ao Planalto - Uma vida de Repórter” (Companhia das Letras) e “A Prática da Reportagem” (Ática).
Casado com a mesma mulher, Mara, há 40 anos, tem duas filhas --uma também jornalista, Mariana Kotscho -- três netos e um sítio em Porangaba (SP), onde, gosta de dizer, "já plantou muitas árvores".






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